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Epistemologia e Práticas Educativas

Epistemologia é a construção de idéias voltadas para o que vem a ser o conhecimento e como ele pode ser apreendido. É a ciência do conhecimento e dos modos de adquiri-lo. Pensar o conhecimento nas práticas pedagógicas é semelhante a buscar mecanismos de compreender como o aluno aprende, como ele conhece e o que vem a ser o conhecimento.

A psicologia oferece grande contribuição na perspectiva de buscar esclarecer os mecanismos cognitivos de aprendizado do ser humano. A filosofia da educação igualmente contribui quando busca esclarecer conceitos e lançar as bases da epistemologia voltada para o agir educacional. Os maiores filósofos da humanidade construíram teorias do conhecimento das mais variadas correntes.

Na construção de uma teoria que lance os fundamentos epistemológicos, filosóficos e metafísicos do agir pedagógico direcionado ao conhecimento, deve-se levar em conta vários aspectos. Conhecer alguma coisa ou o modo como se conhece está intimamente relacionado a diversos fatores. Um deles é o contexto cultural do homem, o ambiente histórico e temporal aonde ele está inserido. É importante, de outra parte, também levar em conta que o ser humano não é imodificável. O homem é mutável, assim como também são as práticas educativas, que não serão as mesmas em todas as ocasiões, devendo ajustar-se a cada realidade, contexto e objetivo que se pretende alcançar.

Ainda, é importante compreender como funciona a própria divisão desse conhecimento. Crença, verdade e justificação são conceitos importantes. O ato de educar e o modo de aprender procura suas razões e essas razões devem ser justificáveis, fundamentandos crenças e premissas cuja verdade se pretende demonstrar, com base no exercício da reflexão pautada no pensamento crítico.

A função da linguagem também é relevante porque, nesse contexto, a linguagem deve corresponder à crença.

O conhecimento se adquire com a prática, na visão pragmatista da educação. É necessário, para conhecer, portar a habilidade inquisitiva, de nunca estar satisfeito com a resposta e sempre procurar novas orientações. É necessário, também, desenvolver as possibilidades de diálogo entre os indivíduos, a habilidade colaborativa, dado que a educação não dispensa a integração, não prescinde do outro. E, de outra parte, a habilidade deliberativa, a capacidade de escolha das justificações e razões.

Sobretudo, é necessários desenvolver o pensamento crítico, que é muito mais do que o raciocínio crítico (regras de lógica). O pensamento crítico também é mais do que a argumentação correta. Ele é, na verdade, a capacidade de fazer a leitura da realidade por meio da racionalidade.

Pensar como se aprende é pensar em práticas educativas que considerem o contexto do indivíduo, que não sejam dissociadas de sua realidade histórica e temporal, que fortaleçam, transformem, inquiram, questionem e reestruturem valores, que levem em conta as habilidades cognitivas, biológicas, sociais, comportamentais, morais do homem, que incentivem o diálogo e a colaboração entre os indivíduos, que fomentem o pensamento crítico, para que o aluno mantenha a mente aberta apta a considerar múltiplas possibilidades de conhecer e seja independente na construção do seu conhecimento.

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